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Socorro e Renan

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Escrito por Antonia Yamashita Ter, 21 de Julho de 2009 23:32

                                         Minha história.
 
 
Oi, meu nome é Socorro Fernandes, tenho 41 anos, solteira, professora de educação infantil e fundamental I.
Aos 34 anos (2002), engravidei de meu primeiro filho. Mesmo solteira, levei a gravidez adiante, estava feliz!
Minha família me apoiou e busquei meios pra garantir um parto seguro, pagando um convenio com a maternidade daqui, que diga-se de passagem, já era conhecida pelos irresponsáveis atos de determinados médicos. Óbitos frequentes de mães e recém-nascidos.
Confiei na sorte, pois nem sempre isso acontecia. Minha mãe foi contra, queria que eu fosse pra Fortaleza.
Bem.. No dia 31 de dezembro de 2002, na virada do ano, senti minha primeira dor. No dia seguinte fui ao hospital e voltei, disseram ñ ser a hora, isso aconteceu por mais duas vezes, até que numa sexta-feira, dia 03/01/2003, o médico fez exame de toque e disse que se eu não tivesse meu filho até domingo, (05/01/2003), prazo final pra o Renan nascer, ele faria uma cesariana na segunda.
Eu quase não andava mais! Na madrugada de sábado pra domingo, as dores aumentaram, a bolsa não rompeu, apenas tinha uma secreção escura.
Fui levada ao hospital e lá o médico me internou, era anestesista, mas, pela manhã, entrou um jovem médico para substituí-lo, fez exames, ouviu o coração do Renan e avisou-me que a criança corria riscos, o coração estava fraco. Mesmo não sendo anestesista, nem tendo um de plantão naquela maternidade, ele ñ me transferiu para Fortaleza e viu que era necessário! Finalizando, eu ñ tinha passagem pro Renan nascer, o parto foi forçado, ele ñ chorou, demorou muito tempo pra responder aos procedimentos de urgencia. Naquele instante, percebi que meu filho teria 90% de chance de ficar com sequelas, o que aconteceu de fato! O apigar dele foi 1(um), depois 3(três), quase morte. Hoje, Renan com 6 anos, é tetraplégico, por irresponsabilidade de um homem que jurou salvar vidas! Minha vida mudou, meu filho não tem a vida que eu sonhava que tivesse. Isso, ainda dói... sei que vai doer sempre!


Abraços,
 
Socorro Fernandes.

O Renan precisa de uma cadeira maior, quem tiver alguma para doar, basta entrar em contato.